SAÚDE E EDUCAÇÃO

Os municípios ficam longe das capitais dos estados e na sede do município o atendimento médico hospitalar é precário, dificultando os encaminhamentos que venham solucionar os problemas detectados. Existem iniciativas das comunidades que nem sempre são aceitas pelo poder público local. Em alguns locais elas são bemvindas.

Problemas

  • São muitas as mortes de mulheres em consequência do câncer de útero
  • É grande a desnutrição entre as crianças
  • Não existe acompanhamento médico para as grávidas
  • É alto o índice de gravidez entre crianças e adolescentes
  • Aumento de suicídio e do uso de drogas entre os jovens (Oeiras e Porto de Moz)
  • Os agentes de saúde existem em alguns lugares, mas não são capacitados, e os capacitados em alguns municípios não são aceitos por falta de escolaridade
  • Em alguns locais a comunidade é atendida pelo barco-hospital, duas vezes ao ano; em outras, o médico aparece só de quatro em quatro anos

  • Reserva Verde Para Sempre: a educação não está sob a responsabilidade do governo municipal; existem 18 comunidades e apenas 4 professores; o município (Porto de Moz) tem 62% de analfabetos
  • Em muitos lugares não existe nenhuma escola ou professor
  • Tem município onde as escolas aceitam alunos de 7 a 14 anos e a partir dessa idade eles não podem frequentar a escola
  • Já existem localidades onde a educação é razoável, mas obedece currículos pré-estabelecidos com conteúdos fora da realidade e dos objetivos da RESEX
  • Muitas vezes, existem a escola e o professor, mas o professor não é capacitado e falta condição (transporte) para os alunos chegarem até a mesma
  • Em Cruzeiro do Sul, no Acre, tem problemas, mas já se conseguiu: Universidade da Floresta; Centro de Formação de Medicina da Floresta; Escola de Formação Técnica
  • A falta de educação serve como passaporte para as famílias deixarem suas localidades e irem para as cidades e a existência de educação e saúde reduziu o índice de migração da reserva para a cidade
  • Uma questão discutida é: como fazer o saneamento nas comunidades riberinhas que moram em cima d’água e o que fazer com a água
  • Um tema delicado é o fato das mulheres que são escravizadas pelo tabú dos maridos, são proibidas de fazer exames ginecológicos ocasionando muitas mortes.

 

Resoluções

  • assegurar junto ao SUS contribuição para os agentes da floresta que trabalham com a identificação das ervas e sua preparação como produto medicinal
  • cobrar do poder público capacitação dos agentes de saúde e que sejam aproveitadas as experiências das comunidades
  • Fazer um levantamento dos projetos que já trabalham com saneamento básico e socializar entre os territórios
  • Dar continuidade ao projeto DST-AIDS do CNS/Ministério da Saúde
  • Realizar convênios com universidades para trabalhar com as plantas medicinais da floresta, aproveitando os conhecimentos das comunidades
  • Trabalhar em todos os estados os temas: planejamento familiar, acompanhamento dos adolescentes, alimentação como fonte de saúde, medicina alternativa e saneamento
  • Pressionar o poder público (federal, estadual e municipal) para melhorar os serviços de saúde, a qualidade e a quantidade de profissionais
  • Formar grupos de trabalho de saúde e educação para viabilizar e coordenar os projetos nos estados
  • Exigir que todos os municípios implemente, no mínimo, o Ensino Fundamental conforme determina a lei e exigir que o governo estadual implante o Segundo Grau
  • Adequar os currículos à realidade da comunidade com uma educação diferenciada, ou seja, uma educação para o meio rural
  • Providenciar junto ao MEC projetos/programas para implementar o ensino de Educação Básica semelhante à Escola Família Agrícola, para formar técnicos em diversas áreas do conhecimento
  • Viabilizadas nos territórios extrativistas escolas com todos equipamentos e tecnologia necessários de acordo com a Pedagogia da Alternância
  • Exigir do governo municipal transporte adequado para os alunos
  • Trabalhar conteúdos voltados para a bioprospecção, conservação da água, mudanças climáticas e proteção da biodiversidade
  • Promover a capacitação/escolarização dos professores das comunidades com pessoas do local, sob a coordenação do CNS
  • Implantar modalidades de ensino para pessoas acima de 14 anos, de acordo com a legislação
  • Ampliar a prevencao de doencas sexualmente transmissiveis entre hetero e homosexuais sem nenhum tipo de discriminacao ou preconceito etnico ou religioso.
  • Exigir que todos os municipios implemente no minimo o ensino fundamental para pop. extrativistas. aprovado.

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